Quanto de entrada precisa no Minha Casa, Minha Vida

A entrada do Minha Casa, Minha Vida é o preço do imóvel menos financiamento, subsídio e FGTS. Veja como fazer a conta com um exemplo.
Atualizado em 13/10/2026
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Neste artigo

A entrada do Minha Casa, Minha Vida é o que sobra do preço do imóvel depois de descontar o financiamento, o subsídio e o seu FGTS. Não existe valor fixo: depende da sua renda e do imóvel escolhido.

Resumo rápido

  • Conta da entrada: valor do imóvel menos financiamento, menos subsídio, menos FGTS.
  • A Caixa financia até 90% do imóvel, conforme a modalidade. Na Faixa 4, o limite é de 80%.
  • Muitas vezes quem limita o financiamento é a renda: a parcela não pode passar de 30% da renda familiar bruta.
  • Subsídio pode chegar a R$ 55 mil nas faixas de menor renda e o FGTS pode entrar como parte da entrada.
  • Na compra na planta, a entrada pode ser parcelada com a construtora durante a obra.

Quanto de entrada precisa no Minha Casa, Minha Vida?

Não existe um percentual único de entrada no programa. A entrada é a diferença entre o preço do imóvel e tudo o que você recebe para pagar esse preço. A conta é esta:

Entrada = valor do imóvel menos financiamento, menos subsídio, menos FGTS

A Caixa financia até 90% do valor do imóvel, conforme a modalidade, a origem dos recursos e o sistema de amortização. Na Faixa 4, o limite é de 80%. Isso diz o máximo que o banco pode emprestar. Não diz quanto ele vai emprestar para você, e é aí que a conta muda.

Por isso duas pessoas comprando o mesmo apartamento podem ter entradas bem diferentes. Uma tem renda maior e financia mais. A outra tem subsídio maior. A terceira tem FGTS guardado. A entrada é o que fica depois de somar essas peças.

O que forma a conta da entrada

Cada peça da conta tem uma regra própria. Entender as quatro evita surpresa na hora da simulação.

  • Valor do imóvel: precisa caber no teto da sua faixa. Em São Paulo, o teto é de R$ 275 mil nas Faixas 1 e 2, R$ 400 mil na Faixa 3 e R$ 600 mil na Faixa 4. Os detalhes estão na tabela do Minha Casa, Minha Vida 2026.
  • Financiamento: limitado pela quota do banco e pela sua renda. A prestação não pode passar de 30% da renda familiar bruta.
  • Subsídio: desconto que o programa dá direto no preço, de até R$ 55 mil. Quanto menor a renda, maior o valor. Faixas 3 e 4 não têm subsídio.
  • FGTS: pode ser usado como entrada ou pagamento total na compra, para quem tem no mínimo 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, somados.

Se você não tem direito a subsídio nem tem FGTS, a entrada vira a diferença simples entre o preço e o que o banco financia. Se tem os dois, a entrada pode ficar bem menor. Quem decide o valor de cada peça é a análise da Caixa, não a tabela da construtora.

Exemplo ilustrativo da conta

Atenção: os valores abaixo são inventados, só para mostrar como a conta funciona. Não são de nenhum empreendimento da SÓLAR11 nem resultado de simulação. Usamos como preço o teto das Faixas 1 e 2 em São Paulo.

ItemValor no exemplo
Valor do imóvelR$ 275.000
(menos) Financiamento aprovadoR$ 200.000
(menos) SubsídioR$ 30.000
(menos) Saldo do FGTSR$ 15.000
Entrada que faltaR$ 30.000
Exemplo ilustrativo, com valores hipotéticos. A sua conta real sai da simulação e da análise da Caixa.

Agora mude uma peça só. Se a renda fosse menor e o financiamento aprovado caísse, a entrada subiria na mesma medida. Se o subsídio fosse maior, a entrada cairia. É por isso que ninguém consegue te dizer a sua entrada sem olhar os seus números.

No imóvel na planta, essa entrada que falta costuma ser dividida com a construtora em sinal, parcelas mensais e intermediárias ao longo da obra. O guia de fluxo de pagamento de imóvel na planta explica como funciona.

Por que o financiamento às vezes cobre menos do que você espera?

Muita gente olha o “financia até 90%” e acha que só precisa de 10% de entrada. A quota é um teto, não uma promessa. O que costuma travar é a renda.

A parcela não pode passar de 30% da renda familiar bruta. Se a sua renda comprovada é baixa para o valor do imóvel, a parcela máxima fica pequena, e o valor financiado cai junto. A diferença vai para a entrada.

  1. Some a renda bruta de todas as pessoas da família que vão comprar juntas.
  2. Calcule 30% dessa renda: esse é o teto da parcela.
  3. Lembre que a parcela tem mais que juros: entram amortização, tarifa de administração (se SFH) e os seguros obrigatórios.
  4. Veja quanto essa parcela financia no prazo e na taxa da sua faixa. É isso que o simulador faz.
  5. Compare com o preço do imóvel e desconte subsídio e FGTS. O que sobrar é a entrada.

Se a entrada ficou alta, existem três saídas honestas: um imóvel mais barato, somar a renda de alguém da família ou juntar mais tempo antes de comprar. Não existe atalho que faça a Caixa ignorar a regra dos 30%.

Tem custo além da entrada?

Tem, e vale prever desde o começo. A entrada paga o imóvel. Mas a compra ainda tem imposto e cartório.

  • ITBI: em São Paulo, a compra de imóvel exclusivamente residencial de até R$ 245.527,77 pelo Minha Casa, Minha Vida é isenta. Acima disso, com financiamento pelo SFH, há alíquota menor sobre a parte financiada. Veja a conta no guia de ITBI no Minha Casa, Minha Vida.
  • Registro: no Minha Casa, Minha Vida, os emolumentos de escritura e registro têm redução de 75% nos imóveis do FAR e do FDS, e de 50% nos demais empreendimentos do programa.
  • Fase de obra: na compra na planta com financiamento Caixa, há encargos mensais durante a construção.

Coloque esses valores na conta antes de assinar. Entrada que cabe no bolso, mas deixa você sem dinheiro para o cartório, vira problema no pior momento.

Perguntas frequentes

Dá para comprar pelo Minha Casa, Minha Vida sem entrada?

Depende da sua conta. Se financiamento, subsídio e FGTS somados cobrirem o preço do imóvel, sobra pouco ou nada para pagar do bolso. Isso só aparece na simulação com a sua renda real e na análise da Caixa. Não existe regra do programa que garanta compra sem entrada para todo mundo.

Qual o percentual mínimo de entrada no Minha Casa, Minha Vida?

Não há um percentual único. A Caixa financia até 90% do imóvel, conforme a modalidade, e até 80% na Faixa 4. Mas a renda costuma limitar antes: a parcela não pode passar de 30% da renda familiar bruta. O que o financiamento não cobre, subsídio e FGTS podem ajudar a pagar.

Posso usar o FGTS como entrada no Minha Casa, Minha Vida?

Pode, se você tiver no mínimo 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, somados, não tiver financiamento ativo no SFH e não tiver imóvel residencial na cidade onde mora ou trabalha. O saldo pode ser usado como entrada ou pagamento total na compra do imóvel residencial urbano.

A entrada pode ser parcelada?

Na compra na planta, a entrada costuma ser dividida com a construtora em sinal, parcelas mensais e intermediárias durante a obra. As condições mudam de empreendimento para empreendimento. No imóvel pronto, a entrada tende a ser paga na assinatura. Confira o fluxo por escrito antes de fechar qualquer compra.

Próximo passo: calcular a sua entrada de verdade

A fórmula é simples, mas cada peça depende de você: renda, faixa, FGTS e imóvel. A forma mais rápida de juntar tudo é o simulador do Minha Casa, Minha Vida, que mostra quanto você financia, qual subsídio pode receber e quanto sobra de entrada. A análise final é sempre da Caixa. Se o FGTS entra na sua conta, vale ler antes o guia de como usar o FGTS no Minha Casa, Minha Vida.

Fontes: Caixa, perguntas frequentes sobre financiamento; Caixa, utilização do FGTS; Prefeitura de São Paulo, isenção de ITBI. Valores conferidos em 18/09/2026.

Conteúdo informativo, revisado com base em fontes oficiais na data de atualização indicada acima. Simulação não é aprovação de crédito: a análise e as condições finais são da Caixa. SÓLAR11 Imobiliária, CRECI 052903-J.

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